Próxima quarta: encontro marcado com Roberto Tibiriçá



O premiado e experiente maestro Roberto Tibiriçá é nosso próximo convidado: na quarta-feira 30 de abril, no mesmo horário de 19h30. Vai ser um bate-papo rico e instigante com o jornalista João Luiz Sampaio, do Estado de São Paulo. O maestro vai falar sobre música em geral, especialmente as relações e conexões entre os clássicos populares e os clássicos eruditos, baseado em sua experiência como regente e pesquisador e apreciador de música.

Roberto Tibiriçá esteve à frente das principais orquestras brasileiras, a exemplo das sinfônicas Brasileira (OSB), do Estado de São Paulo, de Minas Gerais e Petrobras Sinfônica. Ao mesmo tempo, desenvolve trabalhos com os clássicos populares, o que o aproxima da música de artistas, como Gilberto Gil, Sivuca, Francis Hime e Wagner Tiso. É um dos criadores da série “Sinfônica Pop”, adotada por muitas orquestras, que promovem concertos ao lado de artistas da MPB. 

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A conversa com o maestro será no Café 104, na Praça da Estação, no centro de BH.
Entrada gratuita mediante ordem de chegada. Capacidade do local: 120 lugares

Palavra de quem foi: Hermeto Pascoal um homem das alturas


Relato do músico Babilak Bah sobre o encontro com Hermeto Pascoal, realizado no dia 23 de abril


"O Projeto Retrato de Artista e Molduras do Pensamento que aconteceu ontem no Espaço Cultural CentroeQuatro, com a participação de Hermeto Pascoal, abordando sua história de vida numa conversa pautada na subjetividade, a inquietude e a linguagem musical do multi-instrumentista das Alagoas.
O Retrato de Artista - teve ontem sua terceira edição numa noite riquíssima, uma experiência para além da musica. Em alguns momentos o público tinha a sensação que estava ouvindo um monge, um duende, uma entidade encarnada proveniente do cosmo. Foi um presente para platéia se deleitar ao ouvir seus casos, a forma como foi apreendendo arte musical, sua superação tanto técnicas, como os preconceitos que o artista enfrentou no começo da carreira.
O artista esteve todo tempo com um papo descontraído, cheio de humor. 
Falou de sua infância, seus primeiros contatos com a música, os encontros fundamentais que marcaram sua vida pessoal e profissional.
Ressaltou a importância do maestro Sivuca e Jackson do Pandeiro na sua formação, seu encontro com Miles Davis e alguns nomes do jazz.
Falou sobre Pixinguinha, Radamés, João Bosco, pediu um salve para Clementina de Jesus.
Uma coisa é certa, o bruxo é um caso curioso, sobretudo um sujeito raro no mundo dos homens e no universo musical. A certeza que Hermeto tem no poder da musica juntamente com seu talento e fé, fez com que ele torna-se um dos maiores nomes da cultura brasileira.
Destacou em vários momentos de sua fala: “eu sou um homem extremamente intuitivo.”
Respondendo a primeira pergunta, disse: “viva, sinta a musica com intensidade, nunca um artista deve trair seus ideais mais profundos.“
E disse ainda, muitas vezes os músicos são os primeiros obstáculos para quem quer desenvolver um trabalho autoral e diferenciado. Disse que foram os músicos que influenciaram a mídia a lhe dar o rótulo de doido. Foram os músicos, os primeiros a ignora-lo.
Por fim, foi muito bom ouvir Hermeto Pascoal, com sua fala simples e genial numa abordagem sobre: musica, vida e o mundo. Hermeto, um homem que vive a musica das alturas."
Babilak Bah.

Hermeto Pascoal iluminou nossa noite


Uma noite luminosa, especialíssima com trocas lindas entre o convidado especial Hermeto Pascoal e as mais de 300 pessoas que foram vê-lo no CentoeQuatro ontem. O café foi transferido para o segundo andar para acolher mais pessoas. o grande salão com janelões que dão para a praça da estação e um charme de festa de pompa de 50 anos atrás ficou lindo. A decoração é muito original e a iluminação especialíssima, o que se pode ver nas fotos tiradas pela fotógrafa Ana Alvarenga.




"Estou sentindo, sobretudo, um clima de alegria hoje. Que prevaleça isso, a alegria", disse o coordenador do Retratos de Artista, Renarde Nobre, na abertura.


Como tem sido em todos os encontros, as pessoas silenciaram para ouvir Hermeto falar de sua intuição, do seu processo criativo, da música que sempre esteve em seu corpo e sua mente, dos seus encontros com gênios inspiradores da cultura brasileira, como Sivuca, Clementina de Jesus, Heraldo do Monte, Jackson do Pandeiro e tantos mais. Sentados em sofás, cadeiras, pufs, no chão ou encostados no grande balcão do lugar, o público acompanhou com atenção as palavras sábias de Hermeto.


Esse senhor de barba branca que tem mais de 6.000 composições gravadas é um caso raro de sensibilidade musical, de consciência de si e de simplicidade no viver.




Ao final, Hermeto e a mulher Aline Morena fizeram uma música de despedida.



Depois de conversar com o radialista e pesquisador de música Kiko Ferreira e de responder a perguntas da plateia, ele ainda autografou CDs e distribuiu abraços a seus admiradores.



Para encerrar a noite, mais ousadia. O trio formado por Big Charles (bateria), Eneias Xavier (baixo) e D. Ângelo (teclado) homenageou Hermeto com uma sessão do autêntico jazz, onde a sintonia dos músicos e a ambiência dão o tom para um som diferenciado e contagiante.


Obrigada a todos que foram lá nos ajudar a fazer uma bela noite!

Tem mais fotos desse dia especial no nosso Facebook

"Tudo pra mim é música!"

A jornalista Zirlene Lemos, da UFMG, nos passou essa linda entrevista que ela fez com o Hermeto Pascoal, um homem com sensibilidade especial e única, canalizada para a música. Obrigada, Zirlene. Salve Hermeto!

"Tudo pra mim é música. Música é um termo que eu uso para as coisas boas, belas."
"Música não se aprende. Você já tem a música. Teoria não é música."
"O maior preconceito é dos músicos porque são teóricos. O povo não quer saber, quer sentir."
"A música não para. Ela fica infiltrando na sua mente. O que você tem que fazer é deixar fluir. Não tem que ter medo da música."

Ouça:

Para chegar bem hoje ao CentoeQuatro

Não custa lembrar:

É hoje! 
Hermeto Pascoal conversa com Kiko Ferreira às 19h30. No CentoeQuatro, na Praça da Estação, centrão de BH.

Venham mais cedo para garantir um bom lugar! A partir de 18h já estaremos recebendo os convidados. 
É possível chegar de metrô (estação central) ou ônibus que param no centro.Para quem for de carro - Estacionamento conveniado: Park Box Av. Santos Dumont, 218 | R$5,00 (preço único)

O companheiro de Hermeto

Radialista, crítico musical, poeta e letrista, ele é atual diretor de Rádio e TV da UFMG. É ele o companheiro de mesa do Hermeto Pascoal hoje às 19h30 no CentoeQuatro.


Kiko é mineiro de Belo Horizonte e vem desde a década de 70 atuando na área cultural. Trabalha, basicamente, com rádio, jornal e TV, em funções como produtor, comentarista de cultura, colunista de cultura e gastronomia, coordenador de produção, apresentador, diretor artístico e editor.
Recentemente escreveu as biografias de Jackson do Pandeiro e de Tony Bennett para as coleções Raízes da MPB e Grandes Vozes, da Folha de São Paulo.

Entre os veículos que já dirigiu estão as rádios Guarani, Inconfidência e Geraes, as Tvs Minas e Horizonte. Atualmente colabora com o jornal Estado de Minas e as revistas Season, Mercado Comum e Pullsar.

Foi membro de conselhos e comissões para projetos e entidades como BNDES, MINC, Feira Música Brasil, Projeto Rumos (Itaú Cultural), Conexão Vivo, Festival Planeta Brasil, projeto Música Independente e muitos outros. Poeta, tem oito livros lançados. É letrista bissexto, parceiro de Sérgio Moreira, Affonsinho, Dani Calixto e outros. 

Palavra de Hermeto

Entrevista que ele concedeu a Lucas Simões, do Jornal O Tempo e que está na edição de hoje.

"Sem papas na língua, Hermeto Pascoal fala sobre música ruim produzida no Brasil, seu asco pelo rock n’ roll e a frustração com o funk. Além disso, o compositor alagoano lembra histórias sobre sua relação com o mito do jazz Miles Davis e o maestro Tom Jobim, seu amigo, de quem o Bruxo de Alagoas ainda guarda uma conversa de elevador que mudou os rumos da bossa nova."


Entrevista
Você comentou que está compondo compulsivamente. As músicas são para algum projeto específico?

Nunca faço nada programado. Se eu disser que eu vou fazer uma coisa com toda a certeza do mundo, como gravar um disco, eu não faço. Eu lembro que tinha compromisso de entregar uma gravação ou terminar um arranjo no estúdio e sempre deixava para a última hora porque me irritava a obrigação. Muitas vezes eu terminava de escrever uma música no táxi, indo para o estúdio gravar, só para desafiar o tempo. A obrigação do tempo é a desgraça do mundo.

Recentemente você chegou a dizer que poderia gravar um disco popular e que achava que não se faz mais música boa no Brasil hoje. Isso é verdade?

Olha só, eu respeito todo mundo que faz música, porque mesmo que eu não goste, é um trabalho. Agora o que eu não gosto é de gente tocando instrumentos por tocar. E isso acontece demais. Você vê bandas, conjuntos musicais que simplesmente copiam um solo de jazz desconhecido porque aquilo é o máximo que eles conseguem: se esconder atrás de outro talento. E penso que a gente tem que criar, se reinventar, não se acomodar.

Essa sua visão tem algo a ver com o fato de você não gostar de rock n’ roll?

Não é especificamente com rock. Eu realmente não gosto de rock, não me faz a cabeça. Mas o funk, por exemplo, essa coisa que chamam de funk popular, sei lá,aquilo também não me conquista musicalmente. Toda a onda do rock e do funk contemporâneo, que você vê na mídia hoje, não me atrai porque acho que os caras não tocam bem. Mas, de novo, tenho bastante respeito por quem se propõem a fazer música. É que, para mim, música ruim é como pegar uma lata de doce de leite e encher de sal: você sabe que tem algo bom ali, mas o gosto, o sentimento é péssimo. Parece que existe um corpo sem alma nesse tipo de música. Acho que se tivesse lei na música, canções ruins seriam proibidas de tocar.

Dentre vários parceiros musicais que teve, existe alguma história que tenha mudado sua vida ou sua música?

O Miles Davis foi especial porque vi aquele cara tocando em 1969, na minha primeira viagem aos Estados Unidos, e cheguei a fazer piada da estatura baixa dele, enquanto ele me chamava de maior músico do mundo. Outra história que guardo é com Tom Jobim. Encontrei ele no elevador após um show em Nova York. Lembro de ele ter dito que não aguentava mais ouvir “Garota de Ipanema”. Então, aconselhei ele a voltar ao Brasil, percorrer vários Estados e se inspirar. Foi o que ele fez quatro meses depois, quando compôs “Águas de Março”, a primeira música com cadência diferente, quebrada da bossa-nova. Era quase um baião que o Tom buscou no Nordeste.

Hermeto na imprensa hoje

No jornal Estado de Minas
"Sinto-me cada vez mais doido, no bom sentido." (...) "Quem não cria é quem não espia"


Na página da Pró-reitoria de Extensão da UFMG

Uma apresentação de  Hermeto Pascoal em BH na década de 90 terminou em um show itinerante. “Eu estava tocando no Palácio das Artes e quis sair pra tocar na rua com o público, daí os músicos me acompanharam e me deu a idéia de entrar no primeiro ônibus que estivesse passando, o Itiberê (contrabaixista) pagou adiantado todas as passagens, o público entrou e a gente  foi  tocando e o ônibus foi seguindo devagar pela avenida. Até hoje os mineiros que me encontram perguntam sobre esse dia”, recorda o próprio Hermeto.


No jornal O Tempo
Com mais de 70 anos de carreira, Hermeto Pascoal vai criar mais. Ele decidiu rebatizar seu grupo musical para homenagear alguns dos principais nomes da música instrumental brasileira, que o acompanham há 40 anos no palco: Itiberê Zwarg (contrabaixo), Márcio Bahia (bateria), Fábio Pascoal (percussão), Vinicius Dorin (saxofones e flautas), André Marques (piano), além de sua mulher, Aline Morena (voz e viola caipira), com quem ele vive há 11 anos em Curitiba.
Sob o título Hermeto Pascoal e a Nave Mãe, o grupo só vai usar o novo nome no próximo disco do músico, que ainda não tem data para sair – mas deve chegar às lojas em 2015.

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O bate-papo com o público de BH é hoje no CentoeQuatro, na Praça da Estação, às 19h30. Gratuito.
 Chegue mais cedo para garantir um bom lugar!

Texto legal sobre o Hermeto no Jornal Pampulha

Hermeto a mil

Músico vem a BH para conversar com o público, no CentoeQuatro


                                                                                                   Foto: Rudi Bodanese













PUBLICADO EM 16/04/14 - 17h58

Foi-se o tempo em que Hermeto Pascoal escrevia suas músicas em cadernos. Há anos, começou a registrá-las em telas de pintura, produzindo centenas de “partituras-quadro”. Utiliza também papel higiênico, guardanapo e o que aparecer pela frente. Ele diz estar preparando uma exposição com muitos itens exóticos e abstratos relacionados à sua produção musical. “Eu posso montar uma mesa inteira de jantar com pratos e xícaras em que escrevi minhas músicas”, conta o alagoano.
Mas não seria uma simples exposição – como nada é na extensaobra de Hermeto (com ‘e’ aberto). O plano do multi-instrumentista é que as pessoas não apenas observem, mas que músicos toquem as músicas registradas. Sobre essa e outras tantas ideias do músico, o público belo-horizontino terá a oportunidade de conversar na próxima quarta-feira (23), quando ele vem à capital – a qual ele se refere carinhosamente como “Belô” – participar do projeto “Retratos de Artista: Molduras do Pensamento”, no Café 104. “É uma cidade que sempre me apoiou desde meu começo, nunca fico muito tempo sem ir aí”, diz.
De jerimum 
Para alguém que começou sua relação com a música ainda criança, tocando um pífano feito por ele mesmo com mamona de jerimum (abóbora) e tirando sons da água da lagoa, não existe separação entre vida e carreira. Aos 77 anos, mantém o ouvido absoluto – capacidade de identificar qualquer nota musical ouvida, venha ela de um instrumento ou não – e a cabeça a mil. “Eu não consigo saber, sentir a minha idade. Consigo sentir hoje, o agora. E (sua mente) é como o vento, se parar não chove”, diz.
Ele só garante que, ao contrário do que foi dito em matéria da revista “Serafina”, da “Folha de S.Paulo”, não decidiu ser pop coisa nenhuma. “Não gosto dessas músicas, as batidas são repetitivas, têm pouca variação. E o que atrapalha a qualidade são os produtores, por causa do dinheiro. ‘O Hermeto tá pop’ era uma brincadeira, mas sei que o repórter não fez por mal”, declara.
Seria mesmo de se espantar se ele enveredasse por esse caminho. Ainda mais depois de, entre uma extensa lista de coisas, ter sido chamado de “o maior do mundo” por Miles Davis e, de certa forma, ter ajudado Tom Jobim a superar uma crise criativa – Hermeto conta que encontrou Tom meio cansado da própria obra em Nova York, nos anos 1970, e sugeriu que ele voltasse ao Brasil por um tempo, para se inspirar. Dali a pouco tempo, teria surgido “Águas de Março”, lembra ele. 
O músico criado em Lagoa da Canoa, no município de Arapiraca (AL), mora há dez anos em Curitiba, ao lado da namorada e parceira musical Aline Morena. “Não consigo mais andar no meu jumento, mas aqui ainda continua um lugar mais ou menos tranquilo”, explica. Em sua jornada, passou por várias cidades e numa das primeiras, o Recife, chegou a ouvir do diretor de uma rádio que “não dava para música”. “Me botaram pra tocar pandeiro, mas eu queria sanfona. O Jackson do Pandeiro então chegou pra mim e disse que, do jeito que eu tocava acordeom, se ficasse só no pandeiro seria problemático. Aí eu fui até o diretor e pedi para trocar de instrumento, mas ele ficou com raiva, falou que eu e meu irmão (José Neto, com quem se apresentava) não íamos pra frente e nos mandou embora pra outra rádio, em Caruaru”, lembra.
Graças aos elogios de um “irmão de som e de cor”, nas palavras do próprio Hermeto, não demorou muito para que ele voltasse. O falecido parceiro Sivuca, que também era albino, fez com que o mesmo diretor o convidasse de volta.
De Hermeto para o mundo
Capaz de produzir sinfonias a partir dos sons mais diversos, uma vez foi convidado a criar uma usando o som de uma lancha navegando por um rio, no Amazonas. Chamou-a de “Do Amazonas para o Mundo”, mas acabou não a apresentando, porque músicosmais ortodoxos acharam que não era muito apropriado levar uma lancha para o teatro. 
“Guardei essa peça porque não sou bobo, sempre escrevo vários estudos de uma peça sinfônica minha e poderia adaptá-la para outros contextos. Acabei sendo convidado para um festival de Jazz na praia de Santos e, no lugar da lancha, usei os sons da cidade. Rebatizei: ‘De Santos Para o Mundo’. Foi um sucesso danado. O negócio é espalhar a música pelo mundo”, conta. Essa parece ser a única pretensão de Hermeto. “Nunca digo assim ‘vou dar um tempo e fazer outra coisa’. O que me dá vontade, eu vou fazendo, não me prendo a uma coisa só. Aparentemente, tô sentado, mas ali tão nascendo duas, três, quatro, músicas por dia, sem aquela de ter que fazer. O negócio é ter gana”, declara.
Retratos de artista: molduras do pensamento

CentoeQuatro (Praça Ruy Barbosa, 104, centro, 3222-6457). Dia 23 (quarta), às 19h30. Entrada gratuita mediante ordem de chegada.

Hermeto é o convidado da próxima quarta, 23 de abril do Retratos de Artista

Bate-papo será no CentoeQuatro em BH, com entrada gratuita e lotação máxima de 430 pessoas


                                                                                     Foto: Rudi Bodanese

Pedra, barriga, água, apito, cano, caixa, piano, flauta, sanfona. De tudo sai um som pescado pela sensibilidade singular do alagoano Hermeto Pascoal, que começou a flertar com a música ainda criança e hoje soma mais de três mil músicas próprias. Aos 77 anos, é reconhecido mundialmente pelo talento e inventividade. Na quarta-feira, 23, ele é o convidado do Retratos de Artista: Molduras do Pensamento, projeto que vem promovendo bate-papos com artistas da música sempre ao lado de um mediador. Hermeto conversa com o radialista, pesquisador de música e escritor Kiko Ferreira, residente em Belo Horizonte.

Como ocorreu nas duas primeiras sessões do Retratos de Artista com Jorge Mautner e Paulo César Pinheiro, convidados e mediadores ficam à vontade para construir uma conversa solta e prazerosa passando por temas, como criação, existência, arte em geral, encontros, desencontros, carreira. Aproveitando a configuração despojada e o ambiente intimista do CentoeQuatro, o encontro sugere uma ocupação menos formal, na qual o artista e o público saem um pouco dos seus lugares comuns, interagindo de perto, trocando informações.

Na última quarta-feira de abril, dia 30, o projeto terá a presença de Roberto Tibiriçá, acompanhado da jornalista Heloísa Fischer.

Mais sobre o projeto:  Retratos de Artista: Molduras do Pensamento está na segunda edição. Neste ano, o projeto é patrocinado pela Lei Municipal de Incentivo à Cultura de Belo Horizonte. Trata-se de uma iniciativa de um grupo de apreciadores de cultura que resolveu produzir um encontro com artistas admirados por eles. O projeto tem apoio do Centro Acadêmico de Ciências Sociais (CACs), parceiro na realização desde a primeira edição; do Centro Cultural da UFMG, e do Centro de Comunicação da UFMG (Cedecom), que cedeu técnicos e equipamentos da TV UFMG para gravar as conversas e editar programas especiais a serem veiculados na grade de programação da TV.

Serviço
Hermeto Pascoal no Retratos de Artista: Molduras do Pensamento
Dia 23 de abril, às 19h30
Local: CentoeQuatro (Praça da Estação, 104)
Entrada gratuita mediante ordem de chegada
Capacidade do local: Para a sessão com Hermeto Pascoal serão 430 lugares
Mais informações no nosso Facebook ou pelos telefones: (31) 3037-8691/ 9979-3372