Para chegar bem ao Café 104
É hoje! Roberto Tibiriçá conversa com o jornalista João Luiz Sampaio às 19h30. No CentoeQuatro, na Praça da Estação, centrão de BH.
Não custa lembrar:
Venham mais cedo para garantir um bom lugar! A partir de 18h já estaremos recebendo os convidados. É possível chegar de metrô (estação central) ou ônibus que param no centro.Para quem for de carro - Estacionamento conveniado: Park Box Av. Santos Dumont, 218 | R$5,00 (preço único)
É hoje a conversa com o maestro Tibiriçá. Nosso evento na imprensa de hoje
No jornal O Tempo
"“Eu não passo o dia todo ouvindo Beethoven, senão eu me suicido!”, brinca Roberto Tibiriçá, um dos mais renomados regentes da música erudita brasileira da atualidade."
No jornal Estado de Minas
“No Brasil, não podemos nos dar ao luxo de não fazer isso. Preocupa-se com a qualidade artística, o que é certo, mas é preciso pensar no público. Já vi gente saindo no meio de concerto, e não era porque a orquestra tocava mal. Mas não se pode dar açúcar toda hora. É preciso saber dosá-lo e essa é a arte”.
No Hoje em Dia
“Porque sou maestro eclético, que navega em várias áreas. E acho que quando a música é boa, de grandes artistas, tudo é válido. Como não pensar na época de Tom Jobim, Vinícius de Moraes, Dolores Duran, Lupicínio Rodrigues, uma época de ouro. Depois, Chico Buarque... São letras e musicalmente, a melodia, a harmonia, é tudo muito pensado”, defende o maestro, que critica os modismos musicais como “Lepo Lepo” e congêneres.
"“Eu não passo o dia todo ouvindo Beethoven, senão eu me suicido!”, brinca Roberto Tibiriçá, um dos mais renomados regentes da música erudita brasileira da atualidade."
No jornal Estado de Minas
“No Brasil, não podemos nos dar ao luxo de não fazer isso. Preocupa-se com a qualidade artística, o que é certo, mas é preciso pensar no público. Já vi gente saindo no meio de concerto, e não era porque a orquestra tocava mal. Mas não se pode dar açúcar toda hora. É preciso saber dosá-lo e essa é a arte”.
No Hoje em Dia
“Porque sou maestro eclético, que navega em várias áreas. E acho que quando a música é boa, de grandes artistas, tudo é válido. Como não pensar na época de Tom Jobim, Vinícius de Moraes, Dolores Duran, Lupicínio Rodrigues, uma época de ouro. Depois, Chico Buarque... São letras e musicalmente, a melodia, a harmonia, é tudo muito pensado”, defende o maestro, que critica os modismos musicais como “Lepo Lepo” e congêneres.
Para esquentar: maestro desafiado a conversar com público aberto
Em entrevista a William Campos Viegas, estagiário da Pró-reitoria de extensão da UFMG (William nem precisou se formar para mandar muito bem nas perguntas), o maestro Roberto Tibiriçá confessa: "estou ansioso e nervoso porque não sei quais perguntas serão feitas, mas quem sai na chuva é para se molhar." E diz sentir um carinho grande por Belo Horizonte, onde já morou quando dirigiu a Orquestra Sinfônica de Minas Gerais.
Proex/UFMG: Você já participou de bate-papo com um público não restrito à música? E qual a expectativa em participar do projeto Retratos de Artista: Molduras do Pensamento?
Roberto Tibiriçá: Não. É a primeira vez que participo de um debate aberto a um público não ligado, especificamente, ao universo da música. Confesso que estou ansioso e nervoso porque não sei quais perguntas serão feitas, mas quem sai na chuva é para se molhar. Só espero ter jogo de cintura para dar conta. O projeto é fantástico por não ser restrito a um determinado público. As pessoas têm uma imagem muito séria dos maestros, como se fôssemos intocáveis. Somos pessoas comuns. A ideia do evento foi genial, pois, além de nos aproximar, desmistificará essa imagem construída.
Proex/UFMG: Em seu trabalho como se dá a mistura entre erudito e popular?
Roberto Tibiriçá: Se reportarmos à época de Vinícius de Moraes, Tom Jobim, Dolores Duran, Noel Rosa perceberemos que foi um momento rico da Música Popular Brasileira. Hoje temos aí Caetano Veloso, Gilberto Gil, Nana Caymmi, entre outros grandes artistas, cujas composições têm uma melodia bem reunida, uma harmonia bem feita. O nosso grande papel atualmente é a formação de uma nova plateia. Há alguns anos, tanto nos meus concertos quanto nos de outros amigos, víamos apenas pessoas da terceira idade. Hoje a juventude tem comparecido em massa. As pessoas estão buscando outros caminhos. Então, por que não criar concertos populares e incluir numa apresentação, por exemplo, da Sinfonia de Beethoven, a artistas de outros estilos musicais? Essa é a mistura que proponho.
Proex/UFMG: Você já fez arranjos próprios com canções marcantes da MPB e já trabalhou com músicos consagrados nesse estilo. Isso fez com que você criasse o projeto Sinfônica Pop. Como surgiu essa ideia?
Roberto Tibiriçá: Surgiu no Rio de Janeiro quando eu estava à frente da Orquestra Sinfônica Brasileira com objetivo de atrair novas plateias, a juventude. É como dar um remedinho amargo para uma criança. Sempre temos que oferecer um doce antes. Assim, antes da orquestra executar um trecho da Sinfonia de Beethoven, havia uma apresentação da Nana Caymmi, por exemplo. É legal trazer um repertório que a plateia reconheça.
Proex/UFMG: Essa união quebra um possível tabu existente tanto com a música erudita quanto com a popular?
Roberto Tibiriçá: Quebra. Também contribui para a formação de outras plateias e desperta o interesse das pessoas para a música clássica. Um dos primeiros a fazer essa junção foi o grupo Pink Floyd quando lançou um LP com a Sinfônica de Londres. A música quando é boa, ela é válida independente do estilo. Ouço de tudo, dos clássicos à Madonna. Tem hora pra tudo.
Proex/UFMG: Atualmente, você participa, como convidado, de vários concertos, entre eles, os promovidos pela Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo (OSESP). Qual o retorno do público?
Roberto Tibiriçá: Falo que sou como um ministro sem pasta ou um maestro sem orquestra. Estamos num ano eleitoral, então prefiro ser convidado já que muitas orquestras no país são vinculadas ao governo. Estou esperando o desenrolar desse cenário. É raro vermos um governo que é sensível a arte, à música e que aposte em orquestras. Em São Paulo, criou-se a OSESP, a maior da América Latina. Mas infelizmente são poucos sensíveis a arte em geral e é uma incoerência enorme, pois quando um líder político vem ao país, eles sempre promovem um apresentação artística. Um país sem cultura não é nada. Como convidado eu sigo as regras, não escolho o que vou fazer. Quando sou diretor, tento alcançar o maior número de pessoas. O Palácio das Artes lotou quando juntamos João Bosco e a Orquestra. Esses artistas têm uma mídia forte em cima deles. Nesses casos, eu recebo muitas mensagens, agradecimentos e pessoas surpresas com a mistura que estabeleço.
Proex/UFMG: Além da MPB, você mistura outros ritmos?
Roberto Tibiriçá: Sim. Em Minas Gerais fizemos uma apresentação com a Zizi Possi, uma das artistas mais ecléticas e eruditas que conheço. Foi um espetáculo. Ela cantou quatro obras clássicas, seguido de músicas italianas e finalizou com samba. É um congraçamento da arte. Mas infelizmente há colegas caretas que não aceitam essa mistura. Tem momento para tudo e tem hora que dá para juntar o erudito e o popular.
Proex/UFMG: Quando foi a última vez que esteve em BH?
Roberto Tibiriçá: No fim do ano passado quando a Orquestra Sinfônica e o Coral Lírico executaram a 9ª Sinfonia de Beethoven. Foi um sucesso as duas apresentações tanto que tivemos que fazer uma extra. Beethoven tem um impacto, mas esse sucesso de público é resultado de um trabalho coletivo bem realizado É muito gostoso voltar a Belo Horizonte, eu adoro essa cidade. Além disso, os mineiros são muito queridos e sempre recebem todos muito bem. Já fui condecorado com a medalha Juscelino Kubitschek só falta agora o título de cidadão honorário, mas eu já me considero um “mineirin”.
Proex/UFMG: Entre 2010 e 2013 você foi regente titular da Orquestra Sinfônica de Minas Gerais. Qual foi sua maior contribuição?
Roberto Tibiriçá: Fui chamado para ajudar a reestruturar a Orquestra e o Coral Lírico. Foi um trabalho em conjunto com a Fundação Clóvis Salgado, a Secretaria de Estado de Cultura, os músicos, entre outros. Conseguimos, por exemplo, sensibilizar o Governo de Minas da importância de autorizar um concurso. Creio que foi um avanço.
Link para o texto no site da Proex
As caras do Retratos
Pessoas que fazem o projeto acontecer com empenho e carinho.
Flávio Henrique, um dos produtores (aqui ao lado de Paulo César Pinheiro).
A responsável por todas as outras imagens deste post e das fotos dos quatro dias de encontro, Ana:
O criador da iniciativa e coordenador, Renarde
Bianca, uma das produtoras, ao lado de duas colaboradoras voluntárias que merecem nossos agradecimentos mais sinceros e efusivos: Lívia (centro) e Zirlene.
Na lista de colaboradores voluntários, espontâneos mesmo, um especialíssimo a quem devemos dizer muito obrigado: Júlio Ruas.
Guto, do CentoeQuatro, com a gente na lida em todos os dias (na foto ao lado de Sérgio Santos)
Ian, que representa toda turma da TV UFMG, parceiros desde o primeiro dia. Eles preparam um programa especial com as conversas, um gesto que vai nos ajudar a levar essas mensagens a mais pessoas.
Ana Amélia, a abre-alas do projeto, que recepciona a todos com gentileza e delicadeza (aqui com Hermeto Pascoal e a esposa dele, Aline Morena)
E mais um número bom de pessoas que apoiaram, torceram e fizeram a coisa acontecer. Obrigado a todos!
Flávio Henrique, um dos produtores (aqui ao lado de Paulo César Pinheiro).
A responsável por todas as outras imagens deste post e das fotos dos quatro dias de encontro, Ana:
O criador da iniciativa e coordenador, Renarde
Bianca, uma das produtoras, ao lado de duas colaboradoras voluntárias que merecem nossos agradecimentos mais sinceros e efusivos: Lívia (centro) e Zirlene.
Na lista de colaboradores voluntários, espontâneos mesmo, um especialíssimo a quem devemos dizer muito obrigado: Júlio Ruas.
Guto, do CentoeQuatro, com a gente na lida em todos os dias (na foto ao lado de Sérgio Santos)
Ian, que representa toda turma da TV UFMG, parceiros desde o primeiro dia. Eles preparam um programa especial com as conversas, um gesto que vai nos ajudar a levar essas mensagens a mais pessoas.
Ana Amélia, a abre-alas do projeto, que recepciona a todos com gentileza e delicadeza (aqui com Hermeto Pascoal e a esposa dele, Aline Morena)
E mais um número bom de pessoas que apoiaram, torceram e fizeram a coisa acontecer. Obrigado a todos!
Maestro Roberto Tibiriçá vai conversar com João Luiz Sampaio
O Café 104, que abriga o Retratos de Artista já está preparado para receber a última dupla que vai conversar com o público, o maestro Roberto Tibiriçá e o jornalista do jornal O Estado de São Paulo, João Luiz Sampaio.
O companheiro de mesa do maestro iniciou suas atividades na imprensa no ano 2000 como repórter especializado em música clássica e ópera do “Caderno 2” do jornal “O Estado de S. Paulo”. De 2005 a 2009 foi também editor-assistente do suplemento “Cultura” e, ao longo de 2010, ocupou a mesma posição no caderno literário “Sabático”, que ajudou a criar. Desde 2011, além da atividade como repórter e crítico, atua como editor-assistente do “Caderno 2”. No portal “Estadão.com.br”, mantém desde 2008 um blog dedicado à música clássica e à ópera, um dos primeiros da imprensa brasileira. É autor de:“Ópera à Brasileira” (Algol, 2008), “Antonio Meneses: Arquitetura da Emoção” (Algol, 2010) e “Guiomar Novaes do Brasil” (Kapa, 2011). É co-autor de “Música Brasileira Hoje” (Publifolha, 2006).
Vai ser um bate-papo muito interessante!
E o charmoso Café fica ainda mais bonito nos dias do evento com iluminação especial e sofás confortáveis para os primeiros que chegarem:
(Foto: Ana Alvarenga)
Na quarta, dia 30, às 19h30. Entrada gratuita.
No Café 104: Praça da Estação, 104, centro de BH
O companheiro de mesa do maestro iniciou suas atividades na imprensa no ano 2000 como repórter especializado em música clássica e ópera do “Caderno 2” do jornal “O Estado de S. Paulo”. De 2005 a 2009 foi também editor-assistente do suplemento “Cultura” e, ao longo de 2010, ocupou a mesma posição no caderno literário “Sabático”, que ajudou a criar. Desde 2011, além da atividade como repórter e crítico, atua como editor-assistente do “Caderno 2”. No portal “Estadão.com.br”, mantém desde 2008 um blog dedicado à música clássica e à ópera, um dos primeiros da imprensa brasileira. É autor de:“Ópera à Brasileira” (Algol, 2008), “Antonio Meneses: Arquitetura da Emoção” (Algol, 2010) e “Guiomar Novaes do Brasil” (Kapa, 2011). É co-autor de “Música Brasileira Hoje” (Publifolha, 2006).
Vai ser um bate-papo muito interessante!
E o charmoso Café fica ainda mais bonito nos dias do evento com iluminação especial e sofás confortáveis para os primeiros que chegarem:
(Foto: Ana Alvarenga)
Na quarta, dia 30, às 19h30. Entrada gratuita.
No Café 104: Praça da Estação, 104, centro de BH
MPB clássica e erudito popular
(Reportagem do jornal Pampulha sobre a participação do maestro Roberto Tibiriçá no Retratos de Artista: Molduras do Pensamento )
PUBLICADO EM 25/04/14 - 12h11
PRISCILA BRITO
A MPB é um clássico e a sinfônica é pop. A certeza da relação mútua entre o erudito e o popular é do maestro Roberto Tibiriçá, que em quase quatro décadas de regência se ocupou de promover diálogos entre esses dois mundos. De volta a Belo Horizonte, onde viveu por três anos (2010-2013), no período em que foi regente titular da Orquestra Sinfônica de Minas Gerais, Tibiriçá vem mostrar os vários pontos de contato entre as duas linguagens musicais, em bate-papo na próxima quarta-feira (30), no CentoeQuatro, dentro do projeto “Retratos de Artista: Molduras do Pensamento”.
Foi logo no início da carreira musical que o maestro se viu diante da tarefa de unir a música dos violões com a música dos violinos. Ainda jovem, nos anos 1970, quando trabalhou ao lado do maestro Silvio Baccarelli na regência de orquestras e coros em casamentos, Tibiriçá fez seus primeiros arranjos para canções de Tom Jobim e Vinicius de Moraes. “As noivas pediam para tocar na igreja músicas populares na época, como ‘Eu Sei Que Vou Te Amar’, ‘Se Todos Fossem Iguais A Você’, relembra. Foi mais ou menos na mesma época também que ele começou a ter contato com os principais nomes da MPB, como Elis Regina e Chico Buarque. Era comum os artistas utilizarem orquestras nas gravações de estúdio, e o maestro em formação dava um jeito de presenciar as sessões. “Às vezes, eu fugia da escola para ver essas gravações”, entrega.
O entusiasmo com essa mistura levou Tibiriçá, décadas mais tarde, a criar uma espécie de grife própria, a Sinfônica Pop. O projeto que convida artistas da MPB a relerem suas obras à frente de uma orquestra foi concebido e implantado pelo maestro nas orquestras em que esteve à frente: Orquestra Sinfônica Brasileira, Orquestra Petrobras Sinfônica e, mais recentemente, na Orquestra Sinfônica de Minas Gerais. Por aqui, João Bosco, Nana Caymmi, Zizi Possi e Gal Costa foram alguns dos convidados do projeto. Todos integram o vasto time de artistas populares com quem Tibiriçá já trabalhou em ocasiões diversas, e que inclui ainda Daniela Mercury, Frejat, Rita Lee e Wagner Tiso.
A natureza da música brasileira, segundo o maestro, facilita essa interlocução entre erudito e popular que ele próprio vem cultivando. “A música brasileira é um clássico”, decreta. “Qualquer música, quando é boa, dá para você adaptar. O Pink Floyd começou com essa história há muitos anos, quando lançou um LP com a Sinfônica de Londres. Mas a música brasileira tem essa riqueza harmônica, é uma poesia musical muito grande, principalmente nessa fase do Vinicius, da Dolores Duran, do Pixinguinha, Chico Buarque. São obras muito propícias para uma orquestração sinfônica”, explica. Sinal dessa predisposição, segundo o maestro, é que cada vez mais artistas se apropriam de orquestras, conjuntos de cordas ou instrumentos clássicos em seus trabalhos. “O Wagner Tiso usa muito esse recurso com a Maria Bethânia, o Egberto Gismonti escreve concertos para piano”, exemplifica.
Atualmente, Tibiriçá atua como regente convidado da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo, principalmente no projeto Osesp Itinerante, que leva concertos para cidades do interior paulista. Também faz as vezes de radialista na rádio Cultura, de São Paulo, à frente do “Arquivo Vivo”, programa de repertório erudito que prioriza gravações de orquestras e músicos brasileiros. Quando possível, trata novamente de unir o popular e o erudito, como na edição em que apresentou músicas de Sivuca em arranjos orquestrais. Seria ele um maestro popular? “Eu trafego em todas as estradas, desde óperas e sinfonias até a música popular. Me sinto bem eclético”, reconhece.
Retratos de Artista: Molduras do Pensamento
CentoeQuatro (praça Ruy Barbosa, 104, centro, 3222.6457). Dia 30 (quarta), às 19h30. Entrada gratuita por ordem de chegada. O Café 104 abrirá às 18h e a capacidade local é de 120 pessoas
Próxima quarta: encontro marcado com Roberto Tibiriçá
O premiado e experiente maestro Roberto Tibiriçá é nosso próximo convidado: na quarta-feira 30 de abril, no mesmo horário de 19h30. Vai ser um bate-papo rico e instigante com o jornalista João Luiz Sampaio, do Estado de São Paulo. O maestro vai falar sobre música em geral, especialmente as relações e conexões entre os clássicos populares e os clássicos eruditos, baseado em sua experiência como regente e pesquisador e apreciador de música.
Roberto Tibiriçá esteve à frente das
principais orquestras brasileiras, a exemplo das sinfônicas Brasileira (OSB),
do Estado de São Paulo, de Minas Gerais e Petrobras Sinfônica. Ao mesmo tempo,
desenvolve trabalhos com os clássicos populares, o que o aproxima da música de
artistas, como Gilberto Gil, Sivuca, Francis Hime e Wagner Tiso. É um dos
criadores da série “Sinfônica Pop”, adotada por muitas orquestras, que promovem
concertos ao lado de artistas da MPB.
_______________
A conversa com o maestro será no Café 104, na Praça da Estação, no centro de BH.
Entrada gratuita mediante ordem de chegada. Capacidade do local: 120 lugares
Palavra de quem foi: Hermeto Pascoal um homem das alturas
Relato do músico Babilak Bah sobre o encontro com Hermeto Pascoal, realizado no dia 23 de abril
"O Projeto Retrato de Artista e Molduras do Pensamento que aconteceu ontem no Espaço Cultural CentroeQuatro, com a participação de Hermeto Pascoal, abordando sua história de vida numa conversa pautada na subjetividade, a inquietude e a linguagem musical do multi-instrumentista das Alagoas.
O Retrato de Artista - teve ontem sua terceira edição numa noite riquíssima, uma experiência para além da musica. Em alguns momentos o público tinha a sensação que estava ouvindo um monge, um duende, uma entidade encarnada proveniente do cosmo. Foi um presente para platéia se deleitar ao ouvir seus casos, a forma como foi apreendendo arte musical, sua superação tanto técnicas, como os preconceitos que o artista enfrentou no começo da carreira.
O artista esteve todo tempo com um papo descontraído, cheio de humor.
Falou de sua infância, seus primeiros contatos com a música, os encontros fundamentais que marcaram sua vida pessoal e profissional.
Ressaltou a importância do maestro Sivuca e Jackson do Pandeiro na sua formação, seu encontro com Miles Davis e alguns nomes do jazz.
Falou sobre Pixinguinha, Radamés, João Bosco, pediu um salve para Clementina de Jesus.
Uma coisa é certa, o bruxo é um caso curioso, sobretudo um sujeito raro no mundo dos homens e no universo musical. A certeza que Hermeto tem no poder da musica juntamente com seu talento e fé, fez com que ele torna-se um dos maiores nomes da cultura brasileira.
Destacou em vários momentos de sua fala: “eu sou um homem extremamente intuitivo.”
Respondendo a primeira pergunta, disse: “viva, sinta a musica com intensidade, nunca um artista deve trair seus ideais mais profundos.“
E disse ainda, muitas vezes os músicos são os primeiros obstáculos para quem quer desenvolver um trabalho autoral e diferenciado. Disse que foram os músicos que influenciaram a mídia a lhe dar o rótulo de doido. Foram os músicos, os primeiros a ignora-lo.
Por fim, foi muito bom ouvir Hermeto Pascoal, com sua fala simples e genial numa abordagem sobre: musica, vida e o mundo. Hermeto, um homem que vive a musica das alturas."
O Retrato de Artista - teve ontem sua terceira edição numa noite riquíssima, uma experiência para além da musica. Em alguns momentos o público tinha a sensação que estava ouvindo um monge, um duende, uma entidade encarnada proveniente do cosmo. Foi um presente para platéia se deleitar ao ouvir seus casos, a forma como foi apreendendo arte musical, sua superação tanto técnicas, como os preconceitos que o artista enfrentou no começo da carreira.
O artista esteve todo tempo com um papo descontraído, cheio de humor.
Falou de sua infância, seus primeiros contatos com a música, os encontros fundamentais que marcaram sua vida pessoal e profissional.
Ressaltou a importância do maestro Sivuca e Jackson do Pandeiro na sua formação, seu encontro com Miles Davis e alguns nomes do jazz.
Falou sobre Pixinguinha, Radamés, João Bosco, pediu um salve para Clementina de Jesus.
Uma coisa é certa, o bruxo é um caso curioso, sobretudo um sujeito raro no mundo dos homens e no universo musical. A certeza que Hermeto tem no poder da musica juntamente com seu talento e fé, fez com que ele torna-se um dos maiores nomes da cultura brasileira.
Destacou em vários momentos de sua fala: “eu sou um homem extremamente intuitivo.”
Respondendo a primeira pergunta, disse: “viva, sinta a musica com intensidade, nunca um artista deve trair seus ideais mais profundos.“
E disse ainda, muitas vezes os músicos são os primeiros obstáculos para quem quer desenvolver um trabalho autoral e diferenciado. Disse que foram os músicos que influenciaram a mídia a lhe dar o rótulo de doido. Foram os músicos, os primeiros a ignora-lo.
Por fim, foi muito bom ouvir Hermeto Pascoal, com sua fala simples e genial numa abordagem sobre: musica, vida e o mundo. Hermeto, um homem que vive a musica das alturas."
Babilak Bah.
Hermeto Pascoal iluminou nossa noite
Uma noite luminosa, especialíssima com trocas lindas entre o convidado especial Hermeto Pascoal e as mais de 300 pessoas que foram vê-lo no CentoeQuatro ontem. O café foi transferido para o segundo andar para acolher mais pessoas. o grande salão com janelões que dão para a praça da estação e um charme de festa de pompa de 50 anos atrás ficou lindo. A decoração é muito original e a iluminação especialíssima, o que se pode ver nas fotos tiradas pela fotógrafa Ana Alvarenga.
"Estou sentindo, sobretudo, um clima de alegria hoje. Que prevaleça isso, a alegria", disse o coordenador do Retratos de Artista, Renarde Nobre, na abertura.
Como tem sido em todos os encontros, as pessoas silenciaram para ouvir Hermeto falar de sua intuição, do seu processo criativo, da música que sempre esteve em seu corpo e sua mente, dos seus encontros com gênios inspiradores da cultura brasileira, como Sivuca, Clementina de Jesus, Heraldo do Monte, Jackson do Pandeiro e tantos mais. Sentados em sofás, cadeiras, pufs, no chão ou encostados no grande balcão do lugar, o público acompanhou com atenção as palavras sábias de Hermeto.
Esse senhor de barba branca que tem mais de 6.000 composições gravadas é um caso raro de sensibilidade musical, de consciência de si e de simplicidade no viver.
Ao final, Hermeto e a mulher Aline Morena fizeram uma música de despedida.
Depois de conversar com o radialista e pesquisador de música Kiko Ferreira e de responder a perguntas da plateia, ele ainda autografou CDs e distribuiu abraços a seus admiradores.
Para encerrar a noite, mais ousadia. O trio formado por Big Charles (bateria), Eneias Xavier (baixo) e D. Ângelo (teclado) homenageou Hermeto com uma sessão do autêntico jazz, onde a sintonia dos músicos e a ambiência dão o tom para um som diferenciado e contagiante.
Obrigada a todos que foram lá nos ajudar a fazer uma bela noite!
Tem mais fotos desse dia especial no nosso Facebook
"Tudo pra mim é música!"
A jornalista Zirlene Lemos, da UFMG, nos passou essa linda entrevista que ela fez com o Hermeto Pascoal, um homem com sensibilidade especial e única, canalizada para a música. Obrigada, Zirlene. Salve Hermeto!
"Tudo pra mim é música. Música é um termo que eu uso para as coisas boas, belas."
"Música não se aprende. Você já tem a música. Teoria não é música."
"O maior preconceito é dos músicos porque são teóricos. O povo não quer saber, quer sentir."
"A música não para. Ela fica infiltrando na sua mente. O que você tem que fazer é deixar fluir. Não tem que ter medo da música."
Ouça:
"Tudo pra mim é música. Música é um termo que eu uso para as coisas boas, belas."
"Música não se aprende. Você já tem a música. Teoria não é música."
"O maior preconceito é dos músicos porque são teóricos. O povo não quer saber, quer sentir."
"A música não para. Ela fica infiltrando na sua mente. O que você tem que fazer é deixar fluir. Não tem que ter medo da música."
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